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Hermínio dos Santos Angacheiro Nantucuro tem um nome comprido e nenhuma educação. "Se eu falo português, é graças a Deus", afirma com a energia com que lhe sai cada palavra. "Eu sou a pessoa mais injustiçada pela Frelimo", diz a seguir, a mostrar o tiro que levou no pé na manhã de quarta-feira, a primeira dos protestos contra o aumento dos preços em Maputo. Com tiro no pé e tudo, que ele diz ter sido dado, certeiro e intencional, pela polícia, Hermínio ainda foi levado pelas forças de segurança de um hospital para outro e acusado de instigar as manifestações.
"A nossa juventude acabou na tropa, acabou lutando. Eu não estudei. Lutei 16 anos neste país. Eu não sei escrever por causa da guerra. Depois da guerra, fui lançado no lixo. Eu defendi a integridade territorial, não defendi o partido Frelimo. Defendi a pátria, não o partido. Eu estou muito indignado com o partido. E é o partido que está à frente do Governo. O partido confunde, é tudo. O Governo vem atrás", diz Hermínio, numa alusão ao facto de na sequência dos protestos, na quarta-feira, o Presidente Armando Guebuza ter reunido o partido e só depois o Conselho de Ministros. [continue a ler aqui]

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