Vítimas de pedofilia impedidas de chegar à Praça de S. Pedro
Vítimas de crimes sexuais praticados por padres católicos, manifestaram-se, ontem, domingo, em Roma para exigir justiça à Igreja que, durante décadas, encobriu um fenómeno de dimensão mundial. Vieram de 13 países e juntaram-se numa vigília com o objectivo de chegar à Praça de S. Pedro. Foram impedidas pela Polícia.
Ao longo do dia, muitas dezenas de pessoas concentraram-se na capital italiana. Cada manifestante trazia uma pedra do seu país e pretendia depositá-la na Praça de S. Pedro e formar uma grande pilha. Para que o Vaticano não esqueça as milhares de vítimas de abusos sexuais de clérigos. E os governos de todo o Mundo se empenhem na defesa das crianças que sofrem agressões sexuais.
Ao fim da tarde, envergando camisolas onde se podia ler a palavra "Basta" em diversas línguas e empunhando archotes, marcharam em direcção ao centro nevrálgico da Igreja Católica, mas agentes da polícia paramilitar impediram o acesso, como já era expectável, dado que o Vaticano não autorizara a realização da vigília. Os manifestantes dispersaram ordeiramente.
A manifestação foi organizada pela associação italiana de vítimas do instituto Antonio Provolo para Crianças Surdas-Mudas e por uma organização norte-americana, a Survivor"s Voice.
Berne McDaid e Gary Bergeron, fundadores da Survivor"s Voice, já anunciaram que está em curso uma petição para que Organização das Nações Unidas declarem a pedofilia sistemática como um crime contra a humanidade.
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