domingo

De Cavalo para Burro

Portugal vai manter o comando da NATO em Oeiras, embora baixando de estatuto, solução para a qual contribuiu a oferta de última hora de mais 41 formadores militares para o Afeganistão.
A hipótese de o comando português permanecer, mas descendo de categoria para comando naval, em substituição do actual de Nápoles, já tinha sido avançada pelo DN há um mês. Ontem à noite, era dada também como adquirida pela edição digital do jornal espanhol El País.
Ontem, em conferência de imprensa, o ministro da Defesa foi, sobre este assunto, mais categórico que nunca: "Temos a convicção firme, de acordo com a nossa história na NATO, com as características do comando de Oeiras e com os contactos com os aliados, que Portugal vai manter uma bandeira NATO" num quartel-general da organização. Formalmente, a localização geográfica dos novos comandos será aprovada em Junho de 2011.
Curiosamente, na sala de imprensa surgiu um documento de apoio sobre a nova estrutura de comandos da NATO que, tanto na versão inglesa (a cores) como na versão francesa (preto e branco), explica que a Aliança "conservará meios de comando e controlo robustos, assim como capacidades militares rapidamente projectáveis". Depois diz que essa reforma implicará uma redução dos actuais 13 mil efectivos para 8950, "mantendo todos os papéis e funções existentes". A seguir, ambas as versões divulgam um organigrama da estrutura de comandos que é igual à existente.

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