segunda-feira

CP/ GREVES: Presidente não fala com sindicatos.

Os maquinistas da CP vão estar em greve terça-feira entre as cinco e as nove da manhã. 
Um protesto que acontece na véspera da paralisação dos revisores e comerciais das bilheteiras da CP, informou hoje fonte do sindicato dos maquinistas.
Os cortes salariais e alterações às horas extraordinárias são a principal razão para estes protestos. 
Ao que apurou o CM, o salário médio de um maquinista é de 2230 euros por mês, variando entre os 934 euros e os 3600 euros. Recorde-se que as reduções salariais também abrangeram o presidente da CP, José Benoliel, que viu o seu ordenado diminuir 624 euros, passando a receber 5717 euros por mês.
Os conflitos entre os trabalhadores e a administração prendem-se, sublinha ao Correio da Manhã José Manuel Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, com um "clima de insatisfação" que se instalou na empresa. Já para o presidente do Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia (Sindefer), que não tem qualquer greve convocada mas associou-se à última manifestação nacional, o principal problema "é a falta de explicação" por parte das administrações das empresas.
"Mesmo que todos os trabalhadores fossem despedidos, a dívida do sector continuava a aumentar", sublinhou ao CM Francisco Fortunato, garantindo que os níveis de conflitualidade a que se está a assistir na CP se devem ao facto de os trabalhadores serem vistos "como o problema" e não serem envolvidos nas soluções.

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