O SOL apurou que «a quebra de confiança» se deu porque a CP Carga, detida pela CP, efectuou o acordo sem nunca consultar o presidente da CP, José Benoliel.
A CP Carga faz parte do pacote de empresas a privatizar a cem por cento, inscritas no Plano de Estabilidade e Crescimento, mas nem a CP nem o Ministério das Obras Públicas e Transportes responderam às questões do PÚBLICO sobre como seria privatizada esta empresa deficitária.
A empresa pública CP Carga contratou por ajuste directo a Consultinterest, uma empresa de um alto funcionário da Mota-Engil, para prestar serviços de comunicação. A contratação assume contornos originais pelo facto de o grupo Mota deter, desde 2008, a única concorrente daquela participada da CP: a Takargo Rail.
O contrato foi assinado em Setembro por Almeida Soares, presidente da CP Carga, visa igualmente o serviço de manutenção do website da empresa e implica o pagamento de quatro mil euros mensais à Consultinterest. Trata-se de uma sociedade unipessoal, cujo capital social é detido a 100% desde Junho de 2009 por António Capinha, director de comunicação da holding da Mota-Engil. Como único representante legal, foi Capinha quem assinou o contrato com a CP Carga. Aliás, o ex-jornalista, que fundou esta sociedade em 2005, sempre foi o único gerente da sociedade.
O contrato foi assinado em Setembro por Almeida Soares, presidente da CP Carga, visa igualmente o serviço de manutenção do website da empresa e implica o pagamento de quatro mil euros mensais à Consultinterest. Trata-se de uma sociedade unipessoal, cujo capital social é detido a 100% desde Junho de 2009 por António Capinha, director de comunicação da holding da Mota-Engil. Como único representante legal, foi Capinha quem assinou o contrato com a CP Carga. Aliás, o ex-jornalista, que fundou esta sociedade em 2005, sempre foi o único gerente da sociedade.
Sem comentários:
Enviar um comentário