Uma iniciativa de louvar
Não fazem barcos deste tamanho, mas ficam tão perfeitos como os originais. No Ecomuseu do Seixal na Arrentela
Desde 2009 que se realizam os cursos de modelismo de arqueologia naval no Ecomuseu Municipal do Seixal. Todos com lista de espera. Este é o terceiro e ficaram de fora 60 alunos. Jorge Raposo, chefe de Divisão do Património Histórico e Natural da câmara, explica-nos que ali funcionava um antigo estaleiro e que os cursos são um aposta do município. "É importante manter o museu como um espaço dinâmico. As pessoas aderiram muito bem." Serras e lixas Carlos Montalvão, de 42 anos, apresenta-nos os seus sete alunos (dos 28 aos 74 anos) e diz orgulhoso: "Os trabalhos deles não ficavam mal em nenhum museu." Ao ver o rigor com que lixam, colam e pegam em peças milimétricas, interrogamo-nos se qualquer pessoa seria capaz de construir um barco a partir do zero. O professor garante que sim. "Até a senhora jornalista. É preciso perseverança. A paciência ganha-se e a habilidade aprende-se. Tive um aluno tremia das mãos. Começou a trabalhar com muitas dificuldades e com o curso recuperou competências manuais."
" Um dos trabalhos mais difíceis do professor foi uma réplica da barca Pedro Nunes. "O casco tinha um forro de cobre. Eram 2750 lamelas de cobre de 15 mm de comprimento por 5 mm de largura. Colei uma a uma", conta. Um dos últimos trabalhos foi um chaveco marroquino que foi oferecido ao rei de Marrocos. fonte ionline

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