As contradições do PSD
O tiro de partida foi dado ontem pelo PSD, com Pedro Passos Coelho a dizer que, se for Governo, não vai despedir nem fazer novos cortes nos salários dos funcionários públicos. O PSD sabe perfeitamente que a reforma do Estado é fundamental para aumentar o potencial de crescimento da economia. Mas como não quer perder votos, faz demagogia. Com outra agravante: o partido tem-se queixado que o Governo não dá informação actualizada sobre o estado das finanças públicas. O que o impede de propor soluções sérias para o país enfrentar a crise financeira. Então, se não tem essas informações como é que Passos Coelho promete não cortar postos de trabalho no Estado nem fazer novos cortes nos salários? Ainda para mais sem conhecer as propostas do FMI, Comissão Europeia e BCE para esta área (não foi o PSD que recusou divulgar o seu programa antes de saber o que a troika vai propor/impor a Portugal?).
Ao fazer promessas destas, Passos Coelho arrisca-se, se ganhar as eleições, a imitar José Sócrates: desdizer, como 1º ministro, o que prometeu como candidato.Artigo de Camilo Lourenço

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