sábado

BEM-VINDO ao ALENTEJO..............


A RAÇA DO ALENTEJANO 


Como é um alentejano?
 
É, assim, a modos que atravessado. 
Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho.... 
E também não é bem judeu, nem bem cigano. 
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie"; 
dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida; 
dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; 
dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; 
dos ciganos, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; 
dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto; 
e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada. 
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano. 
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus. 
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: 
nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que 
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».

E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?


Era um descanso!.........

Nota: D"SUL Obrigado Luís Afonso e Carlos Brito deixo aqui o meu abraço e aplauso. Os meus parabéns pela excelente prosa que nos deliciou.........   

Sem comentários: