segunda-feira

Uma luz ao fundo do túnel na ferrovia em Portugal

Corredor ferroviário do Atlântico aprovado Comissão Europeia

Uma data importante para Portugal foi o dia 19 de Outubro de 2011, em que a Comissão Europeia aprovou o corredor ferroviário mais estratégico para o nosso país, o do Atlântico. 
Foram propostas três ligações da Península Ibérica ao resto da Europa para o próximo pacote financeiro 2014-2020, e que consistiam:
1. Corredor do Atlântico - França-Irun-Valladolid-Medina del Campo, que bifurca para três direcções: Vilar Formoso-Aveiro-Eixo Norte-Sul de Portugal (incluindo o porto de Leixões), Galiza e Madrid por Ávila;
2.Corredor Central (PP16)– França-Centro dos Pirinéus-Madrid, que em Puertollano bifurca para Algeciras e Badajoz-Sines e
3.Corredor Mediterrâneo (FERRMED)- França-Barcelona-Algeciras.
A Comissão Europeia aprovou o primeiro e terceiro corredores, que farão parte da futura Rede Ferroviária Transeuropeia de Transporte TEN-T (Trans European NetworkTransport) que será um conjunto coerente de linhas mistas de mercadorias e passageiros, com características normalizadas de bitola europeia e com sinalização ERTMS e electrificação europeia, o que permitirá uma total interoperabilidade ferroviária com todos os países da União Europeia. O corredor central ficou adiado para depois de 2020!
O Governo português já deu a entender que avançará com o novo troço Poceirão-Caia, de modo a beneficiar do actual pacote financeiro 2007-2013 e que fará parte do corredor PP3 (Projecto Prioritário nº 3), como linha de tráfego misto de mercadorias e passageiros. Esta linha de Alta Velocidade (PP 3), Poceirão-Caia-Madrid ligar-se-á ao Corredor do Atlântico, através de Madrid-Avila-Medina. Dever-se-ia, pelo menos, prolongar a via dupla de bitola (distância entre carris) europeia de mercadorias e passageiros até ao Pinhal Novo (nó de passageiros) e ligar do Poceirão (nó de mercadorias), em bitola europeia, aos portos de Sines, Setúbal e, daqui, à Auto-Europa.
Nota: Depois de assistirmos à violenta destruição da ferrovia, eis uma golfada de ar fresco no plano ferroviário português.  

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